Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

Nevoeiro


Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,

Define com perfil e ser

Este fulgor baço da terra

Que é Portugal a entristecer -

Brilho sem luz e sem arder,

Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.

Ninguém conhece que alma tem,

Nem o que é mal nem o que é bem.

(Que ânsia distante perto chora?)

Tudo é incerto e derradeiro.

Tudo é disperso, nada inteiro.

Ó Portugal, hoje é nevoeiro ...

É a hora !

Fernando Pessoa - Mensagem

sinto-me: ... triste ...
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publicado por fanicos às 21:55
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1 comentário:
De padeiradealjubarrota a 11 de Março de 2008 às 23:29
Impressionante este poema.


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